quarta-feira, 18 de maio de 2011

Palmas - TO

Uma cidade planejada para o carro, o pedestre ficou de lado.
O projeto é interessante, uma grade de avenidas cria os quadros que são as quadras, dentro dessas apenas o transito local e ... os pedestres. Teoricamente também deveria haver o comercio local. Na prática, o comércio acabou ficando nas avenidas, e o pedestre tem que andar nelas.
No centro, próximo ao palácio do governo, encontra-se de tudo. Já nas quadras mais afastadas tem que se andar muito. Um morador nos contou que fora do plano urbanístico, na periferia, já começa a surgir uma ocupação desordenada, os “excluídos do plano”.
Poucas quadras tem calçadas, existem muitos gramados e é por eles que se caminha, como são poucas as pessoas que andam a pé, a grama resiste.
Se não anda-se a pé, anda-se de carro e de moto. Muitas motos, moto taxi são comuns. Bike vi poucas. O pouco que usei do transporte publico não permite que eu dê uma opinião, parece que funciona. A única linha que usei faz muitas voltas, quase duplicando a distância. E segure-se, o motorista não “tira o pé” nas rotatórias.
A “grade” de avenidas que se cruzam em rotatórias permite um transito veloz, e perigoso. É a 3ª cidade com mais vítimas por habitantes no país. Uma ou outra rotatória tem calçada, mas eu não arriscaria atravessar as avenidas lá, o mais seguro é no meio das quadras, talvez passarelas no meio das quadras poderiam criar uma alternativa segura.










Praia Norte - TO


A pequena cidadezinha perdida no bico do papagaio espera o progresso chegar, por enquanto apenas uma promessa, mas a garotada não espera sentada, alguns viajam diariamente para cursar a faculdade em cidades próximas.
Internet, lan house, cursos de computação e salas de informática bem aparelhadas; foi uma visão diferente do sertão.
Por enquanto o rio traz pouca coisa, é o asfalto que une a Augustinópolis e ao restante do mundo.






O babaçu

 Augustinópolis

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Rio Tocantins – navegando


Descer o rio até a cidade seguinte leva umas 4 horas no barco que faz isto regularmente, ele vem a Imperatriz pela manhã e volta a tarde. A carga, em sua maior quantidade de gêneros alimentícios é acondicionada junto aos passageiros, poucos; a maioria prefere as vans, que em menos tempo acessam os mesmos lugares. Quem ainda usa o barco é quem mora aonde o asfalto ainda não chegou.
O barco vai carregado, muitas mercadorias. O rio não tem fiscalização, o que evita a burocracia do que seria uma venda interestadual. O preço de uma passagem era de 7,00 até um parte do rio e 10,00 até Praia Norte, o destino de maior parte da carga e de nós, os únicos passageiros que restamos no barco.
A viajem é lenta, ou melhor, no tempo certo... agradável, a proza flui gostosa; o conforto pode ser ampliado se tem-se uma rede. Entre uma viagem de avião ou de barco, de mesma duração, fico com a segunda.













Brigada Mirim Ambiental – Imperatriz-MA

Encontramos esses jovens no centro de Imperatriz, todos uniformizados e organizados, sempre solícitos e sorridentes, arrecadando dinheiro através de venda de rifa para compra de materiais para sua organização.
Conversamos um pouco com eles e pude perceber que tinham vontade no que faziam, gostei muito, fiquei empolgada com o movimento, vi uma tentativa diferente, pessoas se mexendo para o bem dos outros, na hora fizemos um grupo e a nossa volta estavam jovens com sede de aprendizado, crianças ainda, mas felizes no que faziam.
Aprendizes para a vida.
Aprendendo:
·       -   A viver em grupo;
·       -   Colaborar uns com os outros;
·       - A serem organizados;
·       -  Karate;
·       -  Sobre meio ambiente
·       -  Formação de caráter;
·       -  Ordem para respeitar;
·       -  Hierarquia para o aprendizado saudável.

Em fim tentando aprender que a convivência colaborativa em grupo e uma espécie de cidadania que todos precisamos aprender nesse mundo tão sobrecarregado de egoísmo.

Veja o blog deles, é interessante conhecer esse trabalho !!!

 Texto e foto de Lu Brogiolo

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Rio Tocantins – Imperatriz


Tudo começou em torno dele, a cidade nasceu e (não) cresceu na margem dele. Na década de 50, veio a estrada. Com a construção da Belém – Brasília e a seguir, a exploração de madeiras, a cidade se desenvolveu. O rio ficou a parte, é a era do caminhão, do carro e do avião...
O centro é do comércio, lojas de roupas, móveis. Numa paralela, o mercado, frutas e legumes são comercializados na rua, dividindo espaço com carros e vans de transporte alternativo.
O “beira rio” ficou, o cais tem seu muro de concreto quebrado, não há calçamento, cascos apodrecem e esgoto corre do córrego para o rio no final do cais. Mas ainda há movimento, algumas barcas fazem transporte regular para vilas e cidadezinhas próximas. Em outro ponto da margem, barcas de passageiros atravessam para a margem oposta, é o que sobrou depois que a ponte criou uma alternativa aos veículos.
O “beira rio” ficou para a caminhada de fim de dia.